sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Corredeira do rio Canoinhas

Local conhecido como "corredeira" no rio Canoinhas, na chegada na vila de Marcílio Dias. Muitos ainda chamam de "Barbara", como conta a escritora Adair Dittrich: "Chamávamos de Corredeira da Barbara. Porque para lá se chegar necessário é atravessar um terreno que era de uma sorridente e bondosa senhora que se chamava Barbara. Dona Barbara Barabacha."

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Bom dia!

"Não importa o que aconteça às nossas folhas, flores, galhos, tronco; a força das raízes sempre nos fará brotar novamente (Corvo Negro)"...no mais é só contemplar e refletir
Imagem do rio Negro, no Campo do Trigo. Foto: Carolina Carvalho

A chuva chegou

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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Distrito deixa de produzir manteiga

   "Quando em meados de fevereiro de 1992 estive na casa de Adolf e Adele Blanck, fiz uma das mais gratificantes reportagens de caráter histórico da minha vida profissional. A recepção foi das mais agradáveis. Um pingo de emoção: dona Adele era muito parecida com minha mãe! 
Seu Blanck fez questão de mostrar e ser fotografado com a velha mantegueira que por longos anos serviu para a produção familiar, ajudando na renda. Talvez o casal Blanck foi o último de Marcílio Dias a falar o dialeto da Pomerânia, hoje uma das províncias da Polônia. A reportagem foi publicada no jornal "A Notícia" aos 20 de março daquele ano (Fernando Tokarski)."
 
  Leiam a reportagem de Fernando Tokarski:
 
Canoinhas – No início do século, a pequena vila de Estação Canoinhas era um dos principais centros de convergência populacional da região em litígio entre o Paraná e Santa Catarina. A construção do ramal ferroviário entre Porto União e São Francisco do Sul, o florescimento da exploração da erva-mate e o início da industrialização da madeira atraíram para Estação Canoinhas imigrantes e descendentes de famílias germânicas. A partir da chegada dos alemães o lugar começou a crescer e a produzir diversos produtos típicos da culinária desse povo. Entre eles, a manteiga.
Na década de 30, em pleno vigor da era getulista, o nome da localidade, já integrada definitivamente ao território do município de Canoinhas, foi alterado para Marcílio Dias, numa homenagem ao marinheiro negro morto no genocídio do Brasil contra o Paraguai. Em 1963 a vila foi transformada em distrito. Nesse tempo, se espalhara a fama da manteiga produzida em Marcílio Dias, abastecendo a população de Canoinhas e até de outras cidades vizinhas.
A fama do produto era tanta que o distrito foi apelidado de “capital da manteiga”. O título, verdadeiro ou não, permanece até hoje na denominação popular. Serve para honrar as tradições do lugar e os políticos costumam usar em seus discursos e declarações quando querem atrair a atenção do povo.
Famílias inteiras, notadamente as de origem germânica, faziam da produção da manteiga uma atividade paralela às principais, quase sempre integradas à lavoura. As localidades circunvizinhas a Marcílio Dias também se dedicavam à produção de manteiga, vendida na estação ferroviária ou em Canoinhas. As famílias Hauffe, Schroeder, Wengratz, Liepke, Stolarski, Steilein, Goestmeyer, Ramthum, Todt, Blanck, Maia, Veiss, Moehr e outras eram fabricantes potenciais de manteiga, sempre produzindo-a artesanalmente com rudimentares mantegueiras, que ainda chamam de “butterfass”.
Hoje Marcílio Dias quase não fabrica mais o produto que lhe deu notoriedade. Só alguns produzem o suficiente para o consumo próprio. O agricultor Adolf Banck foi carroceiro durante 22 anos e nesse tempo transportou manteiga para Canoinhas, onde entregava o produto no ponto de revenda. Ele narra que algumas famílias chegavam a produzir até 20 quilos por semana. Em sua casa a quantia chegava a 12 kg semanais. Adolf e a mulher Adele ainda conservam a mantegueira que usavam há 40 anos. O lavrador não sabe estimar qual era a produção da comunidade, mas lembra que era possível encher grandes bacias a cada viagem à cidade. Em sua opinião, a decadência do preparo da manteiga teve como causa principal o aparecimento de empresas e cooperativas que compram o leite in natura produzido no distrito, utilizando-o para posterior empacotamento.
Arno Ramthum, de 60 anos, outro morador do distrito, tem a mesma opinião. Diz que os colonos preferem vender o leite, obtendo mais lucros. Também afirma que ao longo do tempo a estruturação das famílias, mesmo das de origens germânicas, foi sendo alterada. Acredita que os mais jovens não querem mais saber de manteiga. Sucumbiram à tecnologia e hoje são ávidos consumidores de margarina. Rampthum entende ainda que os preços da manteiga desestimulam a sua produção. Lembra que numa época uma consulta médica podia ser paga com apenas meio quilo de manteiga.
“Hoje são precisos pelo menos 10 quilos do produto para fazer uma visita ao médico”, compara. Blanck concorda com o seu vizinho e confirma que hoje a manteiga não faz mais parte da vida da população de Marcílio Dias: “Essa história de capital da manteiga é só conversa e para achar um quilo dela por aqui é difícil”.

Família gosta de manter tradições e bens

Adolf Blank é a memória viva dos tempos em que Marcílio Dias se orgulhava da quantidade de manteiga que produzia. Aos 86 anos, vive há 55 com Adele, de 80 anos.
O casal mora na localidade de Campo do Trigo a poucos quilômetros da sede do distrito. Ele pertence a uma primeira geração de descendentes de pomeranos instalados no Brasil. Os dois demonstram contentamento quando dizem que falam três idiomas: o português, que conversam com estranhos, o alemão e o pomerano, um dialeto germânico que eles mesmos fazem questão de dizer que é muito parecido com o idioma inglês. Os dois idiomas estrangeiros são utilizados entre a família e com conhecidos mais íntimos.
Adolf gosta de manter tradições e até bens familiares. Um arado adquirido por sua família há mais de 80 anos continua sendo utilizado, agora pelo genro Henrique Holzapfel, casado com Anilore, a única filha dos Blanck. Durante boa parte de sua vida Adolf tocava flauta e bandoneon em festas de vizinhos e amigos. Conta com satisfação que quando tinha exatos 70 anos plantou 70 mil pés de mandioca, usando apenas o seu velho arado e implementos rudimentares, além da ajuda de sua camarada.
Adolf e Adele contagiam pelo bom humor. Ao final da reportagem, aparece Anildore, que mora numa casa ao lado. Depois de um ligeiro diálogo entre Adele e a filha, elas começam a rir. Arnaldo Mews, um amigo que serviu de guia, depois traduziu. Anilore perguntara quem era o pessoal e o que fazia ali. Adele respondeu que eram sequestradores, mas ela pegara uma espingarda e agora estavam só conversando, com medo dela.
Na saída, usando seu português complicado, desculpou-se que a calçada ao redor da casa estivesse de despedaçando. “Mas também, quando ela foi construída não imaginávamos que iríamos viver tanto”.
Adolf e Adele, já falecidos.


Fotos: Fernando Tokarski

Antiga residência do casal no Campo do Trigo.

Falta de chuva

     Diante do baixo volume de chuva dos últimos dias em todas as regiões de Santa Catarina, a Casan mantém o pedido de economia no consumo de água. A companhia monitora seus mananciais e atende casos pontuais de dificuldade de abastecimento em regiões altas e pontas de rede, mas conta com infraestrutura que permite a manutenção do fornecimento de água na grande maioria das cidades atendidas pelo sistema Casan.
 
Dicas de economia de água:
– Tome banhos rápidos e feche o chuveiro ao se ensaboar. Chuveiro aberto por 15 minutos consome 150 litros de água
– Feche a torneira ao escovar os dentes e ao fazer a barba
– Não lave a louça com água corrente: passe rapidamente água nas louças, ensaboe os pratos e utensílios. Abra a torneira apenas para enxaguar
– Não lave roupa com água corrente. Trabalhe utilizando o tanque
– Só ligue a máquina de lavar louça ou a de lavar roupa com capacidade total: o consumo é igual se ela não estiver cheia
– Não use água como vassoura. Em calçadas e áreas pavimentadas, primeiro varra a sujeira, depois lave com a utilização de um balde
– Com mangueira, em 15 minutos são desperdiçados cerca de 280 litros de água
– Não use mangueira, mas balde e pano para lavar o carro. E em épocas de estiagem evite lavar seu automóvel
– Reaproveite a água usada para outros fins, como lavar calçadas
– Molhe o jardim com regador, sempre ao amanhecer ou à noite, assim elas aproveitarão melhor a água. Regar as plantas nas horas quentes resulta em elevadas perdas por evaporação
– Não jogue água nas ruas: água não é pavimentação
– Regule a válvula de descarga: esse cuidado pode reduzir o consumo pela metade.
(Portal JMais)
 
Vejam como se encontra o rio Negro:







 
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Por aí, por Marcílio Dias

        Andar por aí e registrar as paisagens da nossa vila.

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Morro do cemitério. Ao fundo Canoinhas. À esquerda São Cristóvão.

Próximo ao Campo do trigo.

Rua Carlos Groth



Plantação de álamo no Campo do Trigo.

Fotos: Fátima Santos

O restaurante da estação

       Construído por Pedro Gobbi e carpinteiros, o restaurante da estação foi erguido em 1913, quando o trem de ferro começou a passar por aqui pela estação Canoinhas, que depois passou a ser chamada de Marcílio Dias. Mais de 100 anos depois, vejam a situação em que se encontra o atual prédio do restaurante. Muito já foi reivindicado junto às autoridades para que o mesmo seja restaurado, junto com a estação e o velho armazém. Um espaço que poderia ser utilizado de forma a promover a cultura e o turismo, até mesmo o comércio, continua se deteriorando com a ação do tempo e esquecido pelas autoridades.

 





Interior do antigo restaurante.
 
Ponte de ferro entre Marcílio Dias e São Cristóvão, Três Barras.
Observem que vândalos retiraram dormentes da ponte.


Rio Canoinhas sob a ponte de ferro.

Fotos: Fátima Santos

domingo, 24 de setembro de 2017

sábado, 23 de setembro de 2017

Mutirão de limpeza

  Sábado teve mutirão de limpeza no cemitério de Marcílio Dias.
  A Prefeitura de Canoinhas, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, realizou mutirão de limpeza no cemitério de Marcílio Dias.



Secretário do Meio Ambiente, Hilário Kath e seu Zito.


 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Bom dia Primavera!

 A vila de Marcílio Dias recebe a Primavera com flores! Muitas flores!

 



Rua Bernardo Olsen.

Fruto da cerejeira-do-japão. Rua Bernardo Olsen.


Campo do Trigo.

Campo do Trigo.

Flor Calisteno. Rua Miguel Barabacha.